7 dicas para combater a inflação

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, mostra estratégias drásticas para combater a inflação e possibilitar reduzir os reflexos já sentidos

Foto: Unsplash

A inflação é uma realidade no Brasil, com alta em diversos setores, serviços e produtos, incluindo alimentação e gasolina. Assim, com essa alta assustadora, se você ainda não tomou medidas, elas devem ser realizadas imediatamente.

"Por mais que possa se argumentar que o mundo está passando por uma alta inflacionária, temos que ver o impacto direto desses números para a população, que é o que mais importa. E infelizmente o resultado vem sendo drástico, com o aumento do endividamento e, o pior, da miséria", analisa Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN).

O especialista explica que são necessárias estratégias drásticas para combater essa inflação, e mesmo assim serão sentidos os reflexos nas contas.

Reinaldo Domingos (Foto: Youtube Dinheiro À Vista)


"Os reajustes nos ganhos geralmente são mensais, mas os aumentos dos preços são diários, sendo necessária atenção a cada item de consumo. É preciso reavaliar cada ato de consumo", explica Domingos.



São muitas as medidas a serem tomadas para o reajuste das finanças, mas algumas devem ser imediatas. O presidente da Abefin listou sete dessas:

Energia, água e gás: Banhos longos, luzes acessas e dispositivos ligados na tomada podem consumir muita energia elétrica sem perceber - e esses são gastos que passam despercebidos até o momento de pagar a conta. O mesmo acontece com o uso de água e gás. Economizar no uso desses recursos e tomar mais cuidado ao usá-los vai acarretar uma economia na conta no fim do mês.

Conta de celular, streaming e cabo: As tarifas das operadoras de celular podem aumentar e, por isso, recomendo comparar valores. Cuidado com serviços de streaming e tv à cabo, muitas vezes se contratou e não usa mais, contudo o gasto segue a corroer as finanças. Um alerta se faz a aplicativos pagos e joguinhos de celular: são realmente necessários?

Supermercado: O preço de alguns itens básicos aumentou em grandes proporções, o que pode prejudicar ainda mais o seu bolso. Recomendo fazer uma lista de compras com os itens que são realmente necessários e optar por marcas mais baratas. Tome cuidado também com as promoções: às vezes pode parecer vantajoso levar produtos em maior quantidade pelo preço de um, mas você pode estar desperdiçando dinheiro.

Reutilize: Roupas, por exemplo, são itens que podem ser reutilizados criando novas peças, o mesmo pode ser feito com vários produtos, até alimentos. Assim você consegue economizar - e esses não são produtos baratos. A recomendação é que você pense em todos os outros itens de sua casa que podem ser reutilizados e não gaste duas vezes.

Gastos com lazer: Um dos gastos mais fáceis de controlar são os relacionados a passeios, restaurantes e lazer no geral. Com a inflação, os passeios ficam cada vez mais caro - e por isso é recomendado evitar passeios mais custosos. Dê preferência a opções de lazer mais baratas, a diversão pode ser a mesma.

Pequenos gastos: Esses são os grandes vilões dos orçamentos e como são gastos pequenos, eles passam despercebidos e, ao final do mês, o valor total pode ser surpreendente. O melhor é evitar pequenos excessos de todos os dias como vários cafés e lanchinhos, e até a cervejinha, pois isso pode consumir boa parte de sua renda.

Carro: O combustível é um dos vilões dessa alta inflacionária, assim, é preciso otimizar esse gasto. Faça uma análise, ´pode ser mais econômico deixar de usar o carro no dia a dia e optar pelo transporte público, ou mesmo pode ser vantajoso usar aplicativos de transporte e vender o veículo. Mais uma opção pode ser compartilhar viagens e dividir as despesas. Outro fator que deve sempre lembrado é de manter o carro revisado para evitar gastos com manutenção.


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